Hoje pela manhã acordei em um daqueles dias onde parece muito mais útil não sair da cama. Penosamente, escovei os dentes, tomei um banho e fui trabalhar. Foi um começo de dia patético, com inúmeros compromissos desagradáveis, onde era chamado frequentemente apenas para tentar contornar a incompetência dos outros.

E assim, transcorreram as primeiras horas desta quarta-feira, numa manhã onde a única coisa que me garantia uma certa empolgação foi a certeza de que às 11:30 horas partiria para a cidade de Campina Grande-PB, a fim de adquirir algumas peças para o meu velho Opala 1977.

O que deveria ser uma espera tranquila até a hora da viagem, tornou-se, no fim, uma inacreditável batalha contra o relógio. Nos últimos minutos, tive de escolher entre satisfazer as minhas necessidades fisiológicas e tomar um banho ou almoçar. Fiquei com a primeira opção.

Assim, parti às 12:00 horas do dia para Campina Grande, sem ter almoçado. Felizmente, e apesar disso, foi uma viagem tranquila; e na cidade, encontrei facilmente o que buscava. Mais tarde, chegaria no último instante para uma aula noturna no cursinho CNN. Que ao final, teve de ser cancelada por motivos maiores (alheios a minha pessoa).

Mas o fato é que ainda em Campina, fui tomado pela constatação de como a minha vida cada vez mais não me pertence. Toda essa correria, todo esse desespero desnecessário, tudo isso para nada. Absolutamente nada. O que realmente me importava neste dia, por pouco não foi perdido.

E tem sido assim nos últimos tempos. Um sentimento desagradável de doação inútil tem mais e mais se apossado de mim. O que me importa, o que fornece o meu referencial enquanto pessoa, enquanto sujeito, fica cada vez mais em segundo plano.

O meu mundo, não parece ser “O Mundo de Jack”. O desejo, a empatia, a vontade de fazer e experimentar o novo tornam-se cada vez mais distantes. Todo o meu (meu?) tempo, tem sido preenchido pela vontade alheia; pela necessidade alheia. Irrelevâncias me algemam e tornam-me seu cativo.

Acho ser essa a maldição dos livres sonhadores. O mundo capitalista, ocidental e cristão, não tolera as fantasias e sonhos que não geram riqueza, discrição e subordinação inconteste.

Pior para mim que sou um rebelde com causa…

Como um cara que nasceu exatamente no alvorecer dos anos oitenta (1980), cresci ouvindo vez por outras as músicais de Michael Jackson. Mais que isso, me tornei um grande fã do seu trabalho. Ficava impressionado com a sua dança genial e única e com algumas das canções que verdadeiramente embalaram a minha caminhada rumo a adolescência.

“Triller”, “Billie Jean”, “Bad”, “Smooth Criminal” e “Beat It”, tenho certeza que ouvi compulsivamente estas canções centenas de vezes. Mais que isso, lembro-me que preferi ficar em casa durante uma celebração de Natal com familiares e amigos a ser realizada em uma chácara, apenas para assistir ao filme “Moonwalker”, estrelado pelo astro e que seria exibido no SBT nesta noite.

Era um fã mesmo; mais que isso, um fã adolescente. Como todo mundo que curtia Michael Jackson, tentei sozinho, no anonimato do meu quarto, imitar alguns dos seus passos.

Com o tempo, vi o astro perder mais e mais a sua identidade e mergulhar em um universo sombrio e triste – prova disso foram a pouca qualidade de seus últimos discos. Os escândalos, as acusações e processos judiciais, as excentricidades.

Apesar disso – e como fã -, esperava vê-lo dar a volta por cima. Deixar para trás tudo isso. Esperava o lançamento de um super disco, o início de uma nova turnê. Ver um dos maiores cantores e dançarinos de todos os tempos paralizar novamente a platéia com toda a sua genialidade de sempre.

Aí então, vi todos os meus sonhos suspensos pela notícia surpreendente de sua morte. Uma morte lamentável, inesperada, e como tal, dolorosa. Sinceramente, ainda não consegui aceitar muito bem isso; não lido bem com perdas… E quando um gênio morre, seja em que vertente for que ele aplique o seu intelecto, a humanidade se torna mais pobre.

Pensando sobre a tragetória de Michael rumo a decadência e a morte prematura, não consigo deixar de compará-lo a figuras históricas como Calígula e Nero. Figuras que tiveram acesso, cedo demais há algo para o qual ninguém está preparado: o poder absoluto.

Pessoas nesta situação, são submetidas a um regime sobrehumano de agendas, compromissos, bajulações, jogos de interesses e o maior de todos os perigos: a noção artificial de que vivemos em um mundo onde as regras e normatizações culturais não se aplicam a eles.

E aqui mora o perigo; o ser humano, filosoficamente, não suporta a liberdade suprema. Ele precisa de referenciais, de travas, de limites. E as pessoas ainda mais fracas ou simplórias, de dogmas.

Michael Jackson, assim como Elvis, Nero e Calígula, sucumbiram diante de sua própria mitologia.

E aqui, vem a grande questão: que mito não termina em tragédia?

Ultimamente não tinha mergulhado minha mente no abismo dos pesadelos horríveis; eles tinham mesmo me deixado por estes dias – o que para mim estava sendo um alívio! Contudo, nesta noite eles voltaram. E voltaram com força.

Pelo que me pareceu uma fração de segundos, sonhei presenciando um terrível acidente de moto e um idoso tendo um ataque cardíaco na minha frente. Maldita aflição! Maldita angústia desnecessária!

Normalmente até consigo intervir nos meus sonhos, consigo alterar o seu desfecho. Mas desta vez nada pude fazer; fui um observador perplexo da desgraça alheia – uma desgraça virtual é verdade.

O pior é que pesadelos e equilíbrio emocional parecem andar juntos. São realidades simbiontes. Como tenho andado estressado esses dias… Os pesadelos fazem a festa. E isso se dá porque todos os meus esforços para alcançar a minha tão querida paz de espírito têem flalhado. Falhado porque não dependem apenas de mim…

Convivendo com uma pessoa há vários anos, hoje posso dizer com0 é difícil educar para a liberdade. Tenho me esforçado tanto; tenho sido amável e rigosoro às vezes. Tenho sido terno e cruel, forte e fraco, íntimo e distante, amigo e inimigo… Mas os meus parcos sucessos estampam-se no meu rosto.

Hoje, uma horrível sensação de dúvida e de pezar tomam conta de mim. Me sinto esgotado e faminto. Pois tantas vezes eu clamei: Seja livre! Supere a si mesmo! Não tema! Construa a sua identidade cultivando a liberdade de experimentar! De deixar para trás os traumas e os ensinamentos que tanto lhe diminuem.

Mas nada disso adiantou. Nada. E por uma simples razão. O conhecimento vem de dentro. Ele um dia toma a todos nós de surpresa e somos envolvidos por um vislumbre do óbvio, do evidente. E o mais curioso é que não precisamos ler uma enciclopédia ou a obra completa de qualquer filósofo para tê-lo.

Ele apenas um dia, surge subitamente. Pode ser através de uma simples citação, de uma palavra amiga ou mesmo, derivado de um profundo revez. O problema é que em alguns casos, ele chega tarde demais.

O Mundo de Jack tem andado abandonado esses dias. Isso, aliás, tem como consequência elementar em um blog o afastamento de eventuais leitores. O que para um blogueiro é desastroso. Um blogueiro usual, de fato. Coisa que certamente não sou.

Me sirvo do blog, acima de tudo como uma válvula de escape. Como meio pessoal de apresentar minha interpretações da realidade, meios devaneios e os meus pequenos/grandes problemas.

O curioso é que a ausência de escritos, pode sugerir a escassez de idéias. A carência de criatividade. Ah meus (minhas) amigos (as)… Quem dera a minha mente parasse. Quem dera tirasse um dia só que fosse de folga.

Mas muito pelo contrário, se há uma coisa que tenho a fazer é escrever. E por isso mesmo não o faço. Corro o sério risco de falar demais, de me expor demais e ainda, de escandalizar as pessoas próximas a mim. Assim, nestes casos, a melhor atitude é o silêncio. Mas a mente, a mente jamais pára…

Após ler a carta inesperada, o senador ficou completamente atordoado; pensamentos dispersos e confusos desnorteavam a sua mente: “Quem me mandou isso?”, “Como entrou aqui?”, “O que ele sabe?”.

- Mário! O Mário sabe! Exclamou consigo. Estava confuso.  Mas o seu principal assessor e responsável pela triagem das correspondências, certamente saberia o remetente da carta. Ademais, era uma das pouquíssimas pessoas que tinham uma cópia da chave do seu apartamento, justamente para esse fim.

Pegou o celular no bolso esquerdo do paletó e ligou imediatamente para o seu subordinado. Mas para sua completa perplexidade, o assessor revelou total desconhecimento de ter lidado com qualquer documento incomum nos últimos dias.

- Você tem certeza? Insistia.

“Sim excelência; plena certeza”. Ouviu a resposta pelo fone.

- Inferno! Inferno! Como isso foi me acontecer logo agora?! Berrou; perambulando pela sala após um verdadeiro salto da poltrona.

“A polícia fede… Não, os federais não podem saber de nada. Ninguém pode saber de nada!? Refletia.

Ele considerava com razão que se o conteúdo da carta fosse tornado público a Polícia Federal iria investigar as duas linhas sugeridas: a busca do autor dos escritos e as menções a vida corrupta do senador.

- Inferno! Inferno! Repetia.

- Mas e se disser que foi um telefonema anônimo? Isso! Uma ligação com ameças de morte! Mas espere! Os filhos da puta vão checar as chamadas recebibas… Malditos! Malditos! Inferno! Merda! Merda!

A confusão mental sugeria um homem acuado. Há quanto tempo o senador Reinaldo Galdeiros não se sentia assim? Aflito, ansioso, fora de si. Durante anos planara perante a lei, perante a ética. Ora, como se tais coisas existissem na política; considerava.

Mas uma ameaça de morte; uma escrita, concreta. Ele até recebera outras antes. Mas esta parecia tão mais séria. Acima de tudo porque vinha de alguém desconhecido. Se fosse de um desafeto seu… Nada disso. Apenas uma carta, uma carta sinistra.

“Maldição!” Exclamava.

Faria então o óbvio: Iria reforçar a segurança, exigir mais profissionais encarregados do zelo de sua vida. Isso. Era isso que iria fazer. E mais, restringir seus movimentos ao longo de toda a semana.

Afinal estava para ser nomeado ministro. Não poderia ausentar-se de Brasília. Então, que ficasse no apartamento mesmo. Do apartamento para o gabinete, do gabinete para o apartamento.

“Isso! Que se dane esse filho da puta!” Pensou relativamente mais relaxado. Não renunciaria a nada. Absolutamente nada. Esse era o pedido mais infantil que recebeu na vida. Considerou.

Solicitou uma inspeção no seu apartamento. Algo incomum, na verdade. Nada foi encontrado. Nenhum sinal de arrombamento, de qualquer violação que fosse. Nada. Por fim exigiu que dois profissionais do condomínio oficial passassem a noite de vigília na porta de acesso. A única. Pediu ainda que a fechadura fosse trocada imediatamente na manhã seguinte, e que todas as cópias das chaves lhes fossem entregues. Estranho, tudo muito estranho para os envolvidos.

Contudo, Galdeiros não era o primeiro dos políticos com pedidos excentricos; e nem seria o último…

A semana começou e o senador era um homem completamente diferente. Distraído, alheio a todos, com olhar vazio, perdendo constantemente o raciocínio. Estava preocupado. Temia por sua vida. Mas sabia que procurar qualquer pessoa seria uma atitude temerária. Poderia perder muito com isso. Poder, prestígio, status. Não, nada disso. Seria apenas cauteloso. Apenas isso. Ademais, deveria ser trote, a ação de um maluco.

Todos os cinco dias, de segunda a sexta pareceram se arrastar em horas intermináveis. Na sexta, decidiu que partiria para o interior do estado que representava. Disse aos líderes do partido que estava indo “encontrar-se com articuladores locais”. Mentira, queria apenas ir para casa. Na sua casa.

Partiu ao cair da noite de sexta e chegou ao aeroporto do estado onde nasceu por volta das 21:35 horas. Foi direto encontrar a sua família. Seu motorista, que o esperava partiu imediatamente. Chegou em casa às 23:00 horas. Foi recebido por sua esposa. Seu filho mais velho tinha saído com os amigos. A caçula da família o encontrou e trocou um forte abraço com ele minutos depois de sua chegada.

Por um momento esqueceu da ameaça de morte. Teve uma manhã de sábado tranquila. A tarde recebeu alguns amigos e resolveu permanecer recluso a noite.

Era quase meia noite do sábado para o domingo. Sem sono, foi até o seu escritório. Sentou-se na cadeira a frente da escrivaninha; iria checar os emails. Estava relaxado agora.

De súbido uma sombra grotesca saltou por trás dele e envolveu seu pescoço com um fino cabo de aço, apertando-o tenazmente. O desespero saltou-lhe aos olhos. Estava diante da morte! Tentava em vão gritar, respirar. Contorcia-se. Começou a sentir uma frieza se apoderando de todo o seu corpo. As pontas dos dedos dormentes. Por fim, desfaleceu. Estava morto.

A figura assustadore limitou-se a retirar o fino fio do seu pescoço; deixando marcas profundas de um enforcamento e a colocar um pequeno bilhete contendo a mesma caligrafia da carta anterior.

Nele, lia-se: “Este foi apenas o primeiro…!

Sempre fui um apaixonado pela leitura e de uns anos para cá, venho me tornando mais e mais admirador da escrita – como atesta este blog, aliás. Contudo, existem de minha parte sérias limitações gramaticais que tenho buscado superar.

Uma das melhores formas de corrigi-las, inclusive, é escrevendo! Assim, além de trabalhar em uma ficção que me parece cada vez mais um trabalho infindável, escrevo também pequenos contos que pretendo divulgar no “Mundo de Jack” esporadicamente a partir de agora.

Segue abaixo o trecho do primeiro deles; que receberá logo mais pelos menos dois textos complementares fechando a estória:

Babeuf

O senador abre a porta do seu apartamento oficial e entra sem maiores problemas. Está cansando, visivelmente cansado. Durante todo o dia, manteve-se ocupado com a alta cúpula do seu partido; discutindo a sua provável indicação para o Ministério da Defesa. Considerou as possibilidades, os ganhos e perdas, o poder que tal indicação lhe oferecia.
Um homem com seus cinquenta e dois anos de idade, no terceiro mandato parlamentar. Fora antes disso prefeito da capital e governador do estado. Experimentado, pragmático, oportunista. Sonha secretamente chegar a presidência da República. Sem limites e sem escrúpulos, está no seu quarto partido político. Para chegar onde chegou, praticou todos os possíveis crimes eleitorais conhecidos. Suspeita-se ainda de seu envolvimento na morte de um conhecido jornalista.
Contudo, nada disso o detém. Inabalável, descobriu há tempos o segredo do poder: subornar as pessoas certas. Possui favores na corregedoria, na Polícia Federal, no Supremo Tribunal Federal, no tráfico, no alto círculo empresarial, na imprensa e na Igreja.
Ao adentrar no apartamento, dirigi-se até o centro da sala de estar, retira os óculos e após um breve suspiro, coça os olhos. De relance, observa a existência de um envelope em cima da mesa. Imagina que seja uma correspondência trazida de última hora por um dos seus assessores.
- Seja o que for, pode esperar… Peça consigo mesmo, tirando agora o paletó.
Resolve tomar um banho. A ducha quente golpeia as suas costas lhe dando uma agradável sensação de relaxamento. Com as duas mãos apoiadas na cerâmica do banheiro, permanece imóvel por alguns segundos. Ensaboa-se, enxagua-se, veste o roupão exclusivo de parlamentares como ele e decide que uma dose de uísque completa o seu ritual privado de eliminação do stress.
Pega o envelope, senta em uma das duas poltronas na sala da televisão, coloca o seu copo com uísque Passport no braço da poltrona e começa a abrir o documento. Estranha a inexistência de qualquer informação visível sobre o conteúdo interno. O envelope em si, trata-se de um papel peso quarenta em tom alaranjado. No canto esquerdo no fundo do envólucro ele sente o que parece ser um broche promocional.
É um broche mesmo. Um broche branco, circundado por três faixas pregueadas nas cores azul, branca e vermelha. Dentro ainda, um papel A4 cuidadosamente dobrado. Ao desdobrar a folha, um terrível calafrio se alastra por todo o seu corpo. Sente uma pontada gélida e desagradável no coração.
O conteúdo da carta, escrito em uma caligrafia belíssima diz-lhe o seguinte:

“Boa noite canalha,

Visto que todos os esforços – supostamente republicanos – de afastá-los do poder falharam lamentavelmente, não me resta outra alternativa, se não a de matá-lo. Isso mesmo, matá-lo. Tirar sua vida em troca das milhares de vidas que você destruiu nestas suas quase três décadas de experiência política.
Sei que não é uma troca justa… Sei sim. Você mereceria algo muito pior. Mas como tal coisa não existe, fiquemos com a solução elementar destinada aos crápulas como você. Um traidor do povo, da justiça, um lixo humano que todos os dias pisa em cima da ética, da hombridade.
Se quisesse, poderia dar cabo da sua existência agora mesmo. Mas vou ser benevolente. Dar-te a chance de uma vez na vida vós tomares a decisão certa. Vou lhe dar o prazo de uma semana para renunciar o seu mandato e jamais concorrer a nada relativo ao serviço público. Nada!
Faça isso e viverás. Caso o contrário, recomendo que coloque todos os seus negócios pessoais em ordem…”

Continua…

Hoje a tarde conversando com meu amigo Gilberd, tratávamos de temas diversos; entre eles, o significado da palavra “Revolução”. Que embora carregado de inúmeras rupturas e transformações sociais relevantes – e porque não romanceadas -, encerra em si a marca da permanência ou pelo menos (re)adaptação do ideal de sociedade que legitima a existência de um contingente social abastado detentor de uma exorbitante riqueza; e ainda, consumidora de um modelo infra-estrutural insustentável – ecologocimante e economicamente.

Contudo e na ausência de um termo melhor, defendo que “revolucionar é preciso!”

Começemos mesmo, pois, pelo próprio esquema histórico adotando durante uma revolução; que ele seja abolido, jogado no lixo da história visto que simplesmente não funciona. Que não seja mais a revolução uma arma a serviço dos demagogos e dos megalomaníacos.

Para os que não sabem é hoje nos dias atuais a cidadania o estardante dos que clamam por justiça. Façamos alegorais sobre ela! Que seja ela a nossa defensora, que o seu exercício seja a busca de todos.

Observem que desta forma não precisamos mais de combatentes, forças armadas, sangue, saques e mortes desnecessárias (As mortes em “defesa de um bem maior”).

Precisamos apenas olhar dentro de nós mesmos e talvez não mais além que nossas calçadas.

O disperdício de água, de energia, dos recursos naturais em si – consideremos a superação de projetos urbanistas irracionais como a horrível Las Vegas.

O fim dos salários astronômicos e da valorização de ofícios medíocres.

Não pague o dízimo, ajude uma escola! Pastores e padres entendem tanto dos deuses quanto um gato morto… Não perca tempo ouvindo velharias, frases feitas.

Você é o único responsável por sua felicidade e pela alheia. Você precisa assumir o fardo de ter escolhido viver em sociedade. Cultive a harmonia, o equilíbrio, a paz, a discrição e o respeito pelo diverso. Viva a sua excentricidade e deixe a dos outros tranquila. No fim cultura é isso…

A propósito! Não percam amanhã à tarde na Rede Globo:

“Maria, Mãe de Seu Filho”

E logo mais à noite, “Vovô, Neto de Seu Bisneto”.

Para que considerar a biologia reprodutiva? Isso é invencionice do mundo! Coisa de ateu!

Tenho recebido da parte de muitos amigos essa saudação durante toda a semana. E claro, fico comovido. O que na verdade, pode parecer surpreendente para alguns, mas realmente não é.

Apenas considero aqui a gentileza e delicadeza das pessoas. As boas motivações que as conduziram a me felicitar. Felicitação esta, que devolvo imediatamente.

Quanto ao evento em si, não o considero em absoluto. Não pratico qualquer dos seus ritos. Que acredito antes, serem manifestações de poder de uma instituição que busca se afirmar em cima das palavras e atos de um grande homem.

Minha mãe claro, fica horrorizada. Esperava que eu não comece carne, jejuasse e participasse de algumas missas ou cultos em especial. Eu até poderia explicar a ela que, de fato, estes ritos não interferem em nada nas nossas vidas. São apenas resquícios de um universo intelectual antigo, místico e mágico.

Mas se fizesse isso, estaria sendo apenas arrogante. A minha mãe precisa deles e eu preciso ser livre. Assim, peço a ela apenas que me deixe viver a vida do meu jeito e que não se preocupe comigo.

Os meus problemas atuais são consequências das minhas escolhas, do meu salário ridículo e da forma como o administro, do mal que algumas pessoas me fazem, da crise mundial, da minha genética e da forma como amo.

Se abrir mão destas constatações óbvias, serei apenas mais um na multidão…

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