O modelo de Estado atual é uma combinação de duas concepções distintas que acabaram se fundindo com o tempo. O estado absolutista e o estado constitucional, preconizado por intelectuais humanistas como o filósofo Montesquieu. Ambos contrastantes, legaram para a sociedade moderna, uma série de ambiguidades.

O Estado absolutista existia em função do monarca e de sua corte administrativa, que – bem teoricamente – representavam os interesses da nação e a vontade de deus ( ! ). Cabia aos súditos obedecerem ao rei e concordar que a ordem pública residia no atendimento a sua vontade.

O Estado constitucional, por sua vez, organizou-se apenas na premissa de que “o poder deveria limitar o poder”. Em ambos os modelos, portanto, jamais se admitiu a efetiva participação popular. Em ambos os casos, esperava-se apenas que o povo confiasse no Estado em troca dos benefícios que o governo teria de lhe ofertar.

Talvez esteja nesta situação a origem das querelas entre governo e vontade popular. Nenhum movimento social jamais foi bem recebido por qualquer governo – no máximo tem sido tolerado. E isto porque, na teoria, o Estado constitucional e democrático existe em função do povo.

Ocorre que neste caso, fica de fora o mais importante elemento da retórica democrática: O Estado existe em função do povo, mas não pelo povo. Não são as pessoas que decidem e elaboram as leis; não são elas quem decidem para onde irão os recursos adquiridos com os pagamentos dos impostos, ou quem declaram e validam guerras, ou ainda, quem decidem e legitimam os interesses de determinados segmentos sociais.

Quem mais está apto a decidir e orientar, quem lida diretamente com todas as necessidades e dificuldades do cotidiano, está de  fora do poder de decisão. E isto porque vivemos em uma democracia “representativa”.

É isto que explica a existência de movimentos sociais importantes como o MST. De certa forma, eles preenchem essa lacuna participativa. Sem eles, importantes personagens sociais não teriam qualquer meio de visualização direta das suas angústias.

E por isso mesmo, são tão combatidos pelos meios conservadores em geral. Tais instituições são comprometidas apenas com os principais elos que favorecem a existência do modelo clássico de Estado. Modelo este liberal (quanto a economia), tecnocrático, industrialista e financista.

Todas as demais correntes ou segmentos sociais que criticam ou questionam essa vertente de governo, são sumariamente desqualificados. Os povos indígens (por seus aspectos sociais e culturais), os negros, as mulheres, os pobres, as etnias consideradas “exóticas”. Todos desconstruídos discursivamente como “mazelas” da sociedade, obstáculos ao progresso e a economia. Um verdadeiro crime histórico.

Assim sendo, todo cidadão, todo aquele que vive em sociedade, precisa fazer um esforço colossal para buscar compreender efetivamente os mecanismos e interesses que regem a sociedade. Todo aquele que paga o preço por viver dentro do Estado, precisa de alguma forma vislumbrar os mais diferenciados pontos de vista. Se tornar um indivíduo  crítico e, principalmente, aberto ao novo, a mudança.

Temo que nas próximas décadas, e pelo menos nos países ocidentais (cristãos, capitalistas e europeizados/americanizados), um novo mundo se implantará. Será o paraíso dos cautelosos e dos dissimulados. Um mundo globalmente vigiado, observado atentamente em nome da “ordem e da segurança pública”, em nome do “bem-estar dos cidadãos”.

Neste mundo, não só crianças e adolescentes serão proibidos de sairem de suas casas após as 22:00 horas da noite, mas também, os adultos. Será tudo em nome da “segurança”, da “prevenção do mal”. Retóricas simplistas e maniqueístas não vão faltar. Se dirá, por exemplo: “Ora, mas o que um homem de bem tem de fazer na rua depois das 22:00 horas da noite?”

E todos concordarão. Todos aceitarão este argumento, pela única razão de que estão com medo. Graças a uma imprensa controlada e sensacionalista, que insiste em retratar apenas um cenário de roubos, assassinatos e tragédias, as pessoas estão prontas para cederem a qualquer coisa que lhes traga um pouco da falsa sensação de “paz”, de “segurança”.

O cenário está montado; atualmente, anunciantes vendem a ilusão de que você pode resolver qualquer coisa sem sair de casa. Basta acessar a internet e comprar a sua geladeira, carro, computador, televisão e conjunto de panelas. Tudo entregue na porta da sua residência. Também não precisa sair para se divertir, pois graças a uma avalanche de canais e mídias, todo o entretenimento necessário para lhe informar e lhe trazer felicidade, está plenamento ofertado apenas ao comprimir o botão do controle remoto.

Se diz abertamente que mesmo os exercícios físicos podem ser realizados de forma saudável, em casa mesmo; adquirindo apenas a última quinquilharia do telemarketing. Tudo mentira. Fruto de milhões de doláres investidos em marketing e criação de falsas necessidades.

Para que sair? Para que tomar um pouco de ar puro? Sair a noite? A noite, as zonas, as ruas, os faróis, as esquinas, são todas ocupadas por ladrões e viciados… É o que dizem os promotores de uma sociedade neurótica. Quem se atreve a sair a noite é o único culpado por seu infortúnio; estava no lugar errado e na hora errada. Então, que arque com as consequências.

As pessoas terão a seguinte rotina: trabalharão exaustivamente ao longo do dia, irão para casa ao fim da tarde, desfrutarão da família em um ambiente com pouca interação entre os sujeitos, dormirão cedo e voltarão ao trabalho no dia seguinte.

Isso já é uma realidade em nuitos lares americanos. Naquela sociedade – farol da humanidade para os colonizados de plantão – observamos cenas patéticas de famílias absolutamente destruídas, artificializadas (como a da mãe noticiada esta semana que chamou a polícia apenas porque sua filha se recusou a tomar banho).

É lamentável, pois tudo que precisamos é de uma boa conversa com as pessoas queridas, de trabalho (com dignidade), de acesso a uma boa alimentação, a saúde e a uma educação libertadora; e ainda, do contato com a natureza e com outros povos.

Meu amigo Gilberd já tinha comentado comigo; e ontem, durante o “Fantástico”, tive a oportunidade (credo) de assistir a tão comentada cena da premonição da novela das nove (Viver a Vida).

Céus! Que cena piegas! Foi provavelmente a interpretação mais ridícula que já vi. O fim, uma piada mesmo. Como a Lilian Cabral pode pagar um mico desses? As expressões faciais, a gesticulação, os gritos, tudo horrivelmente cafona, constrangedor até. Estou certo que na hora muitos telespectadores não se conteram e caíram na gargalhada.

Não obstante o programa apresentar uma boa resportagem sobre como o nosso cérebro é o verdadeiro responsável pela tentativa de se antecipar há algo que venha a acontecer, o que prevaleceu mesmo foi o ridículo de uma novela que se vende como produto cultural de primeira qualidade…

Eu mesmo tive sérias premonições quanto ao mais novo enlatado mexicano “made in Brazil”, do autor Manoel Carlos. Previ que seria uma novela simplista, apresentada entre o Leblon, no Rio de Janeiro e qualquer localidade da Europa (sempre apresentada como o alvorecer da sofisticação); também previ que a trama inteira se desenvolveria em torno de uma representação da elite carioca frívola e aguada, com seus draminhas pessoais, suas conversas artificiais de café da manhã, almoço, jantar e recepções festivas. Visualizei ainda os batidos clichês emocionais de sempre: os acidentes, as doenças gravíssimas, os casamentos e as separações.

Tudo pré-fabricado e com o “selo de qualidade” do Projac.

Cartaz do filme

Cartaz do filme

Assisti esse fim de semana um filmaço de Clint Eastwoond (qual filme dele não vale a pena assistir?): Gran Torino.

Que conta a história de um ex-combatente da Guerra da Coréia, com sua profunda aversão aos povos asiáticos (fruto de generalizações e preconceitos, claro) e com uma vida familiar patética. Aliás, o filme abre com o funeral da sua esposa.

Me chamou a atenção nele, as mensagens. as vezes diretas, as vezes sutis de como o diretor/ator percebe a sociedade americana (e porque não a ocidental?), com sua total apatia pelo outro; seja ele um parente, um pai, uma mãe, um irmão. De como as pessoas, simplesmente parecem ter abolido toda e qualquer forma básica de civilidade e mesmo, o auto-respeito.

Os ritos sociais, o comprometimento, o compromisso que se espera assumir de alguém que vive em sociedade… Tudo isso em suspenso por causa do preconceito, da omissão, da violência, da miséria, desemprego e do completo desrespeito derivado de uma postura individualista e consumista.

Na verdade, ainda esses dias pensava exatamente sobre isso. E no meio de todas essas contradições, um objeto inesperado, acaba unindo um velho rabujento aos vizinhos asiáticos que ele tanto detestava: Um automóvel Gran Torino 1972.

Que lições esse velho autor, ator e diretor tem a nos oferecer… Eu mesmo pretendo trabalhar algumas questões do filme em minhas aulas de Sociologia.

Um dos argumentos mais ingênuos dos criacinistas contra o evolucionismo é a tese de que a natureza é perfeita demais para ter se criado sozinha. Que seria necessária a ação de uma inteligência superior e oniciente normatizadora de tudo o que existe no universo.

Olhassem mais atentamente para a natureza, perceberiam que no meio natural, a perfeição não existe. E mais interessante ainda, muitos eventos decisivos ocorrem em alguns casos a partir do mais absoluto acaso.

A cerca de uma pretença perfeição, no século XIX, eles buscaram se servir principalmente do olho como exemplo de um elemento natural sofisticado demais e perfeito para ser criado meramente por eventos naturais; atribuiam nele a ação evidente da “mão de deus”.

Perfeito o olho? De forma alguma. Muitas pessoas – e demais animais – apresentam uma desproporção entre o globo ocular e a caixa craniana que o acomoda, o que lhes causa entre outros males, fortes dores de cabeça; os olhos também frequentemente apresentam graus variados de desfocagem e desenvolvem patologias como a cegueira ou a catarata.

Nos dias atuais, biólogos sérios dão de ombros contra tais argumentos infantis. Aliás, o criacinismo não entra nem na pauta de estudiosos comprometidos com a ciência biológica.

Nos últimos dias, venho acompanhando os acontecimentos atuais da França, em particular, a tentativa nepotista descarada do presidente Sarkozy, indicando seu filho ( ! ) para um cargo público de relevância nacional.

Sobre isso, os franceses agiram rapidamente; consta na internet a existência de um abaixo-assinado contra esta nomeação com quase 50.000 assinaturas. E o surpreendente disso – para nós brasileiros – é que aparentemente, o governo francês enfrenta um vísivel constrangimento nacional.

Aqui no Brasil, puxando pela memória, tenho notícias de pelos menos dois abaixo-assinados de relevância nacional, que simplesmente não tiveram qualquer repercussão política digna de nota. E mais que isso: com números que beiraram 1.000.000 de assinaturas! Com políticos zombando do atendimento e apelo social de questões que beiraram a obviedade de serem apreciadas!

Dois extremos, dois povos… Em uma situação como essa, fica facílimo apelar para clichês como: “É porque somos um povinho que deixa tudo passar…”, “Brasileiro tem memório curta…”

Será?

Em um folhear rápido de vista, encontramos em qualquer livrinho de história, que, ao contrário do que o (de) censo comum afirma, nós somos, muito pelo contrário, um povo extremamente aguerrido na defesa de nossos interesses. Inúmeras foram as revoltas e rebeliões desde os tempos coloniais. Cabanagem, Balaiada, Farroupilha, Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador, Levante Comunista de 1935…

E aqui, cabe a indagação: Então por que diabos os políticos não nos atendem?

Para mim, creio que faltou-nos apenas algo que a população francesa conseguiu – mesmo que brevemente – durante a Revolução de 1789: aterrorizar as elites nacionais. Nós não   tivemos execuções de aristocratas, guilhotinas, depredações e saques em castelos e mansões, execuções sumárias, queimas de dívidas públicas. Nada disso.

Muito pelo contrário. A cada revolta popular, seguiu-se – sempre – uma repressão brutal; tanto física, como cultural, social e histórica. Um banimento da memória coletiva mesmo. Isto gerou em nós, uma estranha sensação de que vivemos em uma sociedade aristocrática sem nobres. Uma atitude aparente de docilidade e aceitação do abuso, frente a total negligência e mesmo ausência de uma necessidade de se prestar contas – por parte dos mandatários do poder – aos demais segmentos da sociedade.

Maquiavel sempre esteve certo… A melhor ferramenta para o exercício do poder, da defesa de qualquer interesse, é o medo. E como os políticos não foram no Brasil “ensinados” a temer os cidadãos… Surge entre nós uma noção amarga de que frequentemente, eles agem completamente alheios aos nossos interesses. Ao bem comum.

Por que o homem busca o poder? Taí uma pergunta que tem me atormentado esse dias. Sinceramente, não sei ao certo e acho que jamais terei condições de descobrir concretamente o porque. Mas seja como for, nos valemos do que as pessoas dizem acerca disso. Alguns falam que querem o poder para “promoverem o bem comum”, outros que “são os únicos qualificados para determinada tarefa”, e uns, mais francos, dizem que “o poder os fascina”.

De minha parte, há anos convivo com pessoas que tem ou tiveram acesso ao poder e sobre isso, o único sentimento que me toma é o de nojo. Inúmeras vezes, tenho observado como as pessoas se vendem facilmente e como abandonam os seus ideais e ainda, como são seduzidas por uma única vontade: a de se manter no poder.

Sobre isto, me sinto como um tolo teimoso, alguém que certamente não se daria bem neste meio. Eu insisto em acreditar em meus ideais, insisto em lutar, em defender minhas crenças e descrenças. E, como a experiência tem me mostrado, o acesso ao poder nega a esse tipo de atitude qualquer forma de concretização.

Em termos capitais, políticos e sociais, todo aquele que chegou no topo, de alguma forma mentiu, traiu, enganou, esqueceu ou se vendeu.

Gostaria de poder falar mais aos (as) meus (minhas) queridos (as) leitores (as) a esse respeito, mas infelizmente não posso…

Esta semana, terça-feira, dia 06 de outubro do corrente ano, foi inaugurado aqui em Parelhas-RN, um restaurante popular. Pelo que me consta, sua atribuição é oferecer as pessoas em situação de risco e vulnerabilidade social, ao menos um almoço digno – em termos nutricionais – por um preço simbólico (R$ 1,00). Seu funcionamento se dá de segunda a sexta; com  refeições fornecidas mediante a organização de duas filas (populares e idosos) e pagamento.

Ocorre que, como era de se esperar, temos nele, dois exemplos gritantes da mais completa falta de cidadania, que rege a nossa sociedade. O primeiro, diz respeito as pessoas, claramente acima da linha de pobreza, almoçando tranquilmante no local, como se a sua conduta não tivesse nada de questionável. Me refiro a membros da elite local mesmo. empresários, grandes comerciantes… Essas figuras.

O segundo exemplo, corresponde a desorganização. Em uma sociedade autoritária como a nossa, onde as camadas populares, historicamente, só tinham acesso a determinados benefícios sociais, através do oportunismo ou da dissimulação; é perceptível que este elemento sócio-cultural ainda continua sendo praticado, mesmo quando não é mais necessário.

O restaurante foi aberto na terça… E na quinta (!), um dos coordenadores já estava se pronunciando na rádio local, contra as pessoas que simplesmente estavam furando a fila ou invadindo a organizada exclusivamente para os idosos.

Mais didático, impossível… Creio que pelo menos as filas, brevemente estarão seguindo suas orientações esperadas. Quanto ao fato dos ricos deixarem de se servir do local para seu almoço semanal, isto é outra história…

Gostaria de agradecer aos idiotas do MST, que invadiram uma fazenda produtiva e promoveram a destruição de maquinário e centenas de pés de laranja. Graças a vocês, idiotas, o movimento que ano após ano, mês após mês e dia após dia, é alvo de uma retórica de desqualificação dos mais variados meios conservadores (sejam eles publicações, blogs, jornais e telejornais), ganhou ainda mais força.

Como legitimar o ataque a uma propriedade produtiva? Como justificar de forma argumentativa a dura imagem de um trator pisoteando uma fileira de plantas que levaram cerca de cinco anos para se tornarem produtivas? Parabéns idiotas! Vivas a sua estupidez e violência gratuita.

A “alegria” de certos informativos matinais era tal que ao longo do dia, em um espaço de menos de seis horas, ouvi jornalistas dizendo que tinham sido “cinco mil pés de laranja”, depois “mil pés de laranja” e agora a noite, “sete mil pés de laranja” destruídos.

Como todo movimento social histórico que se preze, o MST está sendo arruinado justamente por dentro (é assim com todos eles).  Nunca tiveram um contexto tão favorável; um governo que compreende a necessidade de se atender efetivamente os seus interesses. Mas qual a contrapartida? As constantes ações irracionais de uns poucos tolos. Tudo sendo colocado a perder. Tudo! A opinião pública, o apoio popular, tudo isso perdido.

Parabéns idiotas!

Como disse o mestre Renato Russo; “Vamos celebrar a estupidez humana…”

Há meses veio a tona os – mais novos – escândalos do Senado; e mais uma vez, tendo a frente, justamente o presidente da instituição. Antes fora Renan Calheiros e agora, Sarney, que faltou com a verdade, quebrou o decoro parlamentar, fez mau uso do dinheiro público, se serviu de sua influência política para beneficiar parentes e amigos e mesmo assim, mantem-se firme e forte no cargo.

Aliás, não vai sair. A menos que uma catástrofe natural se abata sobre ele. Para o governo do presidente Lula, Sarney é um “mal necessário”. O seu prestígio político, os seus contatos, métodos e esquemas, interessam ao que este governo considera ser  o “interesse nacional”. E de fato o é.

Como Maquiavel disse, no século XVI, não são os valores nobres, humanistas e desprendidos que movem qualquer político, mas sim, o desejo de poder. O estar e manter-se no poder.

Assim, em vão assisto ao telejornais, com seus discursos puristas – e hipócritas – criticarem a conduta de José Sarney, ou de quem quer que o seja. Tenha certeza, caro leitor, nenhum político perde sono ao ser chamado de ladrão. É ridículo e patético, insistir com isso. A única consequência, de tal atitude, é a zombaria e o deboche de cretinos maiores, como o político que disse “estar se lixando para a opinião pública”.

A saída está simplesmente no esclarecimento da sociedade. Na prestação e fornecimento de informações quanto aos seus direitos, deveres e fomentação de uma conduta crítica. Neste sentido, devem ser estimuladas as associações, organizações humanitárias, agremiações e centros populares de discussão social e debate cultural. Tais como a UNE, o MST e como exemplo histórico, gostaria de mencionar as CEB’s – Comunidades Eclesiais de Base; e ainda, as Ligas Camponesas.

Jogar um ovo ou chamar de “Filho da Puta” um político corrupto, pode ser até divertido, mas não leva a nada.

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