O mais novo lixo, quero dizer “hit” do forró pop brega é uma canção que repete até a beira da exaustão um refrão que diz: “Ô Alaide, Ô Alaide, Ô Alaide…” E o nome de outras comadres…
Quem é Alaide, caro (a) leitor (a)? Segundo a mitologia popular, uma prostituta de Recife ou Fortaleza. De onde é ninguém sabe ao certo. Mas se afirma categoricamente que é uma puta.
Quem mais poderia ser? Uma cientista? Uma educadora? Uma mulher incrível e descolada? Não. Tudo isso é bobagem.
Tal como o funk carioca (Em seus mais vastos representantes)… o forró pop brega é um reflexo da cultura musical brasileira vinculada comercialmente. Ou seja, pautada pela banalização, vulgarização e degradação da pessoa humana. Não tenha dúvidas leitor (a). O que se ouve normalmente nas rádios e demais mídias abertas é – em sua maoria – o limbo da musicalidade nacional.
Cedo, as crianças são apresentadas ao lixo simplesmente porque nas escolas não existe aula de música. Em vez disso, se perde tempo com bobagens como a disciplina de religião. Em nenhuma escola pública que conheço, existe aula de música. A música não é uma disciplina. Onde existe se trata da ação preciosa e amadora de alguns alunos e voluntários.
Assim, conceitos como lirismo, sonoridades, ritmos, canto, canções e escrita são absolutamente negligenciados. O brasileiro não ouve música de qualidade porque ela não lhe é ofertada; nem na infância e muito menos, na idade adulta.
Quem aprende a ouvir boa música (seja um genuíno ritmo regional ou música clássica) o faz como um autodidata. Merece aplausos.
No mais sobram as cachorras, as ordinárias, os cornos e os safadões…
