Tenho recebido da parte de muitos amigos essa saudação durante toda a semana. E claro, fico comovido. O que na verdade, pode parecer surpreendente para alguns, mas realmente não é.

Apenas considero aqui a gentileza e delicadeza das pessoas. As boas motivações que as conduziram a me felicitar. Felicitação esta, que devolvo imediatamente.

Quanto ao evento em si, não o considero em absoluto. Não pratico qualquer dos seus ritos. Que acredito antes, serem manifestações de poder de uma instituição que busca se afirmar em cima das palavras e atos de um grande homem.

Minha mãe claro, fica horrorizada. Esperava que eu não comece carne, jejuasse e participasse de algumas missas ou cultos em especial. Eu até poderia explicar a ela que, de fato, estes ritos não interferem em nada nas nossas vidas. São apenas resquícios de um universo intelectual antigo, místico e mágico.

Mas se fizesse isso, estaria sendo apenas arrogante. A minha mãe precisa deles e eu preciso ser livre. Assim, peço a ela apenas que me deixe viver a vida do meu jeito e que não se preocupe comigo.

Os meus problemas atuais são consequências das minhas escolhas, do meu salário ridículo e da forma como o administro, do mal que algumas pessoas me fazem, da crise mundial, da minha genética e da forma como amo.

Se abrir mão destas constatações óbvias, serei apenas mais um na multidão…