Hoje a tarde conversando com meu amigo Gilberd, tratávamos de temas diversos; entre eles, o significado da palavra “Revolução”. Que embora carregado de inúmeras rupturas e transformações sociais relevantes – e porque não romanceadas -, encerra em si a marca da permanência ou pelo menos (re)adaptação do ideal de sociedade que legitima a existência de um contingente social abastado detentor de uma exorbitante riqueza; e ainda, consumidora de um modelo infra-estrutural insustentável – ecologocimante e economicamente.
Contudo e na ausência de um termo melhor, defendo que “revolucionar é preciso!”
Começemos mesmo, pois, pelo próprio esquema histórico adotando durante uma revolução; que ele seja abolido, jogado no lixo da história visto que simplesmente não funciona. Que não seja mais a revolução uma arma a serviço dos demagogos e dos megalomaníacos.
Para os que não sabem é hoje nos dias atuais a cidadania o estardante dos que clamam por justiça. Façamos alegorais sobre ela! Que seja ela a nossa defensora, que o seu exercício seja a busca de todos.
Observem que desta forma não precisamos mais de combatentes, forças armadas, sangue, saques e mortes desnecessárias (As mortes em “defesa de um bem maior”).
Precisamos apenas olhar dentro de nós mesmos e talvez não mais além que nossas calçadas.
O disperdício de água, de energia, dos recursos naturais em si – consideremos a superação de projetos urbanistas irracionais como a horrível Las Vegas.
O fim dos salários astronômicos e da valorização de ofícios medíocres.
Não pague o dízimo, ajude uma escola! Pastores e padres entendem tanto dos deuses quanto um gato morto… Não perca tempo ouvindo velharias, frases feitas.
Você é o único responsável por sua felicidade e pela alheia. Você precisa assumir o fardo de ter escolhido viver em sociedade. Cultive a harmonia, o equilíbrio, a paz, a discrição e o respeito pelo diverso. Viva a sua excentricidade e deixe a dos outros tranquila. No fim cultura é isso…
Abril 17, 2009 at 11:40 pm
Mas pense nas grandes vitórias, meu amigo. Só o fato de poder discutir um assunto desses abertamente já é um grande avanço.
Duas questões:
1. Anda lendo Sartre?
2. Quem disse que escolhemos viver em sociedade?
Abração!