
Como um cara que nasceu exatamente no alvorecer dos anos oitenta (1980), cresci ouvindo vez por outras as músicais de Michael Jackson. Mais que isso, me tornei um grande fã do seu trabalho. Ficava impressionado com a sua dança genial e única e com algumas das canções que verdadeiramente embalaram a minha caminhada rumo a adolescência.
“Triller”, “Billie Jean”, “Bad”, “Smooth Criminal” e “Beat It”, tenho certeza que ouvi compulsivamente estas canções centenas de vezes. Mais que isso, lembro-me que preferi ficar em casa durante uma celebração de Natal com familiares e amigos a ser realizada em uma chácara, apenas para assistir ao filme “Moonwalker”, estrelado pelo astro e que seria exibido no SBT nesta noite.
Era um fã mesmo; mais que isso, um fã adolescente. Como todo mundo que curtia Michael Jackson, tentei sozinho, no anonimato do meu quarto, imitar alguns dos seus passos.
Com o tempo, vi o astro perder mais e mais a sua identidade e mergulhar em um universo sombrio e triste – prova disso foram a pouca qualidade de seus últimos discos. Os escândalos, as acusações e processos judiciais, as excentricidades.
Apesar disso – e como fã -, esperava vê-lo dar a volta por cima. Deixar para trás tudo isso. Esperava o lançamento de um super disco, o início de uma nova turnê. Ver um dos maiores cantores e dançarinos de todos os tempos paralizar novamente a platéia com toda a sua genialidade de sempre.
Aí então, vi todos os meus sonhos suspensos pela notícia surpreendente de sua morte. Uma morte lamentável, inesperada, e como tal, dolorosa. Sinceramente, ainda não consegui aceitar muito bem isso; não lido bem com perdas… E quando um gênio morre, seja em que vertente for que ele aplique o seu intelecto, a humanidade se torna mais pobre.
Pensando sobre a tragetória de Michael rumo a decadência e a morte prematura, não consigo deixar de compará-lo a figuras históricas como Calígula e Nero. Figuras que tiveram acesso, cedo demais há algo para o qual ninguém está preparado: o poder absoluto.
Pessoas nesta situação, são submetidas a um regime sobrehumano de agendas, compromissos, bajulações, jogos de interesses e o maior de todos os perigos: a noção artificial de que vivemos em um mundo onde as regras e normatizações culturais não se aplicam a eles.
E aqui mora o perigo; o ser humano, filosoficamente, não suporta a liberdade suprema. Ele precisa de referenciais, de travas, de limites. E as pessoas ainda mais fracas ou simplórias, de dogmas.
Michael Jackson, assim como Elvis, Nero e Calígula, sucumbiram diante de sua própria mitologia.
E aqui, vem a grande questão: que mito não termina em tragédia?
Julho 1, 2009 at 1:48 am
AMIGO, JACK…
RETORNO AOS COMENTÁRIOS NO SEU BLOG, PARABENIZANDO-TE PELA INCRÍVEL CITAÇÃO QUE SEGUE:
“o ser humano, filosoficamente, não suporta a liberdade suprema. Ele precisa de referenciais, de travas, de limites. E as pessoas ainda mais fracas ou simplórias, de dogmas”
CONCORDO PLENAMENTE COM VOCÊ! (PS.: PRA VARIAR UM POUQUINHO, NÉ??? rsrsrs…)
ABRAÇOS SAUDOSOS,
Beth Amorim.
Julho 1, 2009 at 11:10 pm
Oi Jacknamar!
Sempre leio suas postagens e essa, sem dúvida, demonstra suas emoções mais do que qualquer outra.
Peço licença para compartilhar de seus sentimentos, já que também me identifico com cada palavra.
Abraços, Rúbia.
Julho 9, 2009 at 4:48 pm
Uma Criança Adulta!
Julho 20, 2009 at 4:57 pm
eu amo e sempre vou amar michael jackson eternamente!!!!
Julho 21, 2009 at 3:37 pm
Parabéns, você soube expressar tudo que nós os fãs sentimos por Michael Jackson.
Que ele esteja em PAZ. Nós o amamos tanto!…
Julho 22, 2009 at 5:25 pm
eu amo esse cara
Agosto 4, 2009 at 4:08 pm
eu sou fam dele queria casar com eele um dia mais nao deu ele morreu fiquei 5 dias sem comer chorando sem parar meu coraçao pratido igualá da filha dele