Um dos argumentos mais ingênuos dos criacinistas contra o evolucionismo é a tese de que a natureza é perfeita demais para ter se criado sozinha. Que seria necessária a ação de uma inteligência superior e oniciente normatizadora de tudo o que existe no universo.
Olhassem mais atentamente para a natureza, perceberiam que no meio natural, a perfeição não existe. E mais interessante ainda, muitos eventos decisivos ocorrem em alguns casos a partir do mais absoluto acaso.
A cerca de uma pretença perfeição, no século XIX, eles buscaram se servir principalmente do olho como exemplo de um elemento natural sofisticado demais e perfeito para ser criado meramente por eventos naturais; atribuiam nele a ação evidente da “mão de deus”.
Perfeito o olho? De forma alguma. Muitas pessoas – e demais animais – apresentam uma desproporção entre o globo ocular e a caixa craniana que o acomoda, o que lhes causa entre outros males, fortes dores de cabeça; os olhos também frequentemente apresentam graus variados de desfocagem e desenvolvem patologias como a cegueira ou a catarata.
Nos dias atuais, biólogos sérios dão de ombros contra tais argumentos infantis. Aliás, o criacinismo não entra nem na pauta de estudiosos comprometidos com a ciência biológica.